Tramita na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o
Projeto de Lei que inclui o SETEMBRO AMARELO – Mês de Prevenção ao Suicídio e
de Valorização da Vida no Calendário de Eventos de Porto Alegre. A proposta é assinada
pelos vereadores Dr. Thiago Duarte, José Freitas e Professor Alex Fraga, e foi apresentada
a partir da reivindicação do Centro de Valorização da Vida, com o objetivo de
estimular reflexão e a conscientização sobre a temática do suicídio, a
diminuição de seu índice de ocorrência e a valorização da vida. Existe por parte
de meu colega de bancada, Vereador Dr. Thiago Duarte , e pelos jovens
Vereadores que na Câmara chegaram, a consciência de que o clamor popular por
medidas urgentes e eficiência na orla administrativa são muito fortes, e há uma
esperança de que o legislador possa preencher essa lacuna. O DEMOCRATA, Vereador
Dr. Thiago Duarte, tem sido um obstinado legionário nessa dura e árdua tarefa,
na sua batalha em favor da saúde pública, apontando, com as suas experiências,
vários equívocos que nós verificamos há mais tempo e que agora ficam mais
claros, mais transparentes para justificar inclusive propostas objetivas, como
aquela que fez, propondo a inclusão do evento SETEMBRO AMARELO, no Anexo II da Lei nº 10.903, de
31 de maio de 2010. Ou seja, o Calendário de Eventos
de Porto Alegre, o calendário mensal de atividades de Porto Alegre que está em
pleno vigor. Eu sei como nasceu essa proposta, mas o que mais me agrada e mais
impõe o registro é a sensibilidade com que o Vereador acolhe essas
angústias e esses anseios da população e os transforma em propostas legislativas,
algumas até carentes de alguns ajustes na sua formalização, mas todas elas
destinadas a atingir o mesmo objetivo. E é por isso, que eu venho aqui cumprir
uma tarefa que eu faço com muita satisfação. Dirão que não terá grande
repercussão, mas algo haverá de restar, algo haverá de ser obtido nessa
persistência da nossa parte. Desde o começo, desde o início das atividades
legislativas, vimos ao debate analisando o projeto desde o seu primeiro momento
para que não ocorram situações como as que ocorreram estes dias, do projeto que
foi retirado e não foi debatido! Foi aguardado que viesse a ocorrer convocação
de audiência pública, que foi determinada inclusive por edital, e, nesse meio tempo,
a coisa se propiciou e veio para a Câmara sem nenhum debate. Então, concluo
aconselhando, sim, os colegas Vereadores que sejam mais presentes nesse debate
preliminar para que não tenham que, ao final e ao cabo, na conclusão da tramitação,
vir para uma discussão que deve começar desde o princípio e nunca ao final, como
se tentou fazer estes dias na nossa Câmara de Vereadores.
domingo, 4 de junho de 2017
INDEPENDÊNCIA
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| Foto: Leonardo Contursi/CMPA |
Semana passada, nós vereadores discutimos muito um projeto
que acabou sendo retirado. Nesse projeto existiam algumas nuances que,
sinceramente, gerou, na Casa, um paradoxo impressionante, no qual, num
determinado momento, o Vereador Clàudio Janta, que é Líder do Governo, na
Câmara, mantinha uma orientação, e o Governo, através de outros seus
integrantes, sustentava outra posição. O que eu quero deixar muito claro – fato
este que eu não tenho dúvida nenhuma de tornar público, pois sempre disse que
eu não me acomodo bem em pertencer à oposição nesta Casa, que não sou adesista
de governo, por isso me declaro independente – é que é o meu desejo maior
possível contribuir para que o Prefeito ungido nas urnas, eleito por maioria,
sem o meu voto no primeiro e no segundo turnos, possa realizar uma grande
administração, e que, para tanto, ele tenha que apresentar algumas mudanças que
não são de compreensão muito fácil e que, por isso, precisam ser mais bem discutidas,
melhor debatidas e melhor esclarecidas. Nos dias de hoje, quando se faz
referência a que faltou coragem aos Vereadores para tomar determinadas
posições, eu quero dizer o seguinte: este discurso não prospera mais aqui dentro
da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Na primeira ocasião em que nós ouvimos
o Prefeito eleito, antes de assumir, em reunião conosco, ele declarou, de forma
muito enfática, que teria que fazer e propor mudanças para as quais precisava
ter coragem, e eu cumprimentei o Prefeito por essa posição, dizendo que o mais
importante que pode existir é a pessoa ter a coragem suficiente de dizer sim
quando é necessário, e não quando é imprescindível. Concluo, dizendo que, mais
do que nunca, a gente se coloca, a Casa, nesta ambivalência de saber o momento
de dizer não. E pode, às vezes, dizer equivocadamente. Não é o momento de dizer
não e se disse não, mas não há erro maior do que a omissão, e a falta de posição
não pode ser a característica desta Casa. E não há de ser por pressão de
qualquer ordem que nós vamos modificar uma tradição altaneira deste
Legislativo, que tem sabido conviver com governo e oposição, e, em determinados
momentos, com um grupo intermediário, que é maior que a oposição e que o
governo na Casa, que são os grupos independentes, convivendo com esta realidade
e contribuindo, a seu modo, para que a Cidade se desenvolva e encontre um bom
resultado num período excepcionalmente negativo da história brasileira, em que,
mais do que nunca, a crise que o desmando gerou neste País, se faz sentir na
União, no Estado, e-por que não? – no Município. Vamos, firmes, manter a
posição! No nosso caso, de independência responsável, que pode ser, e quer ser,
de apoio ao Governo, desde que o Governo queira ser apoiado.
terça-feira, 23 de maio de 2017
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO
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| Foto: Henrique Ferreira Bregão |
Aprovamos o REQUERIMENTO nº 085/17, criando a Frente Parlamentar em Defesa do Orçamento Participativo e da Participação Popular. Sobre este assunto, ORÇAMENTO PARTICIPATIVO, repeti várias vezes, posições que foram externadas na nossa CECE - Comissão de Educação, Cultura e Esporte.
Nesta Comissão e na Casa, nós recebemos várias comunidades, que nos cobram, com correção, medidas capazes de ensejar o cumprimento das disposições orçamentárias do corrente ano. Tive ensejo, em várias ocasiões, de certa forma, de fazer uma autocrítica, admitindo que, no governo passado, Governo José Fortunati, do qual fui Líder na Câmara, haviam ficado várias rubricas orçamentárias, especialmente na área da cultura, totalmente engessadas, contingenciadas e não cumpridas.
Faz anos que eu digo da tribuna, que ao menos no Brasil os orçamentos não passam de uma ficção cientifica, porque, neste País presidencialista ao extremo, se fazem belos orçamentos, são colocados recursos à disposição de vários setores da vida nacional, estadual e municipal e depois eles não são cumpridos, e fica tudo isso seguro.
Eu, inclusive, com apoio de alguns técnicos da Casa, no atual orçamento, coloquei um dispositivo pelo qual o contingenciamento possível de ser feito pelo Chefe do Executivo não poderia atingir mais do que 10% do total do orçamento nem mais do que 20% de qualquer um dos programas ali elencados. Obviamente, nesses meses, nós já tivemos várias situações de desrespeito a esse mandamento legal, inserido na Lei Orgânica orçamentária e que não está sendo cumprido, como não o foi no passado – aqui mea-culpa –, nos governos com que me vinculei. Então, quando se cria mais uma Frente Parlamentar aqui na Casa, eu indago da sorte dessa Frente Parlamentar, se ela não será igual a outras tantas aqui na Casa, que se constituem e não chegam a lugar nenhum, e eu espero que chegue a algum lugar. Acho que o tema é fascinante, porque, falando do Orçamento Participativo, ele atinge o Orçamento. Conheço várias pessoas vinculadas ao Orçamento Participativo de longa data e que sabem que tem demandas do Orçamento Participativo que vão fazer aniversário, que podem até festejar com aquela velinha de 15 anos, com uma festa especial, porque o governo simplesmente alega que não tem recursos, e as coisas vão sendo encaminhadas e empurradas para frente. Então, louvamos a Frente Parlamentar em Defesa do Orçamento Participativo, mas esperamos que ela se esforce no sentido de contribuir para medidas profundas a serem inseridas na vida política e social deste País, que é a responsabilidade fiscal. O Orçamento geral, que fixa uma despesa e estima uma receita é, meus senhores e minhas senhoras, uma grande ficção, e eu espero que a Câmara de Vereadores, quem sabe, inclusive, pela ação dessa Frente Parlamentar que se estabelece, saiam colaborações positivas para que comece a ser modificada esta triste realidade que transforma o Orçamento numa verdadeira pantomima.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
MUDANÇAS NA LEI ORGÂNICA e NO REGIMENTO DA CMPA
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| Foto: Tonico Alvares/CMPA |
Este projeto de resolução proposto pela Mesa e apoiado, senão pela totalidade, pela grande maioria dos integrantes da Casa, não é tão simples quanto outros, ainda que seja tão ou mais importante do que os mesmos. O que se estabelece com a alteração da Lei Orgânica e também do Regimento da Casa? É que cabe discutir e votar, mediante parecer, projeto que dispense, na forma do Regimento, apreciação do plenário. Salvo se houver requerimento de um sexto dos membros da Casa.
Isso já acontece presentemente no que diz respeito aos nomes de rua, quando todas as comissões são favoráveis, são imediatamente remetidos ao Sr. Prefeito Municipal para que ele sancione, e se transforma em lei. O que se está fazendo agora?
A Mesa Diretora, com muita propriedade, propõe a inclusão de outras hipóteses, que já foram muito bem esclarecidas pelo nosso Presidente, quando da apresentação da matéria.
Vamos mudar a Lei Orgânica do Município e vamos mudar o Regimento da Casa – duas medidas com o mesmo objetivo, que é o de reduzir o número de matérias que são submetidas ao plenário.
E aqui, por exemplo, a indicação ocorre em número bastante expressivo e não é objeto de análise das comissões.
Agora nós vamos inverter: passarão a ser analisadas pelas comissões, que vão olhar o seu mérito, a sua legalidade – a CCJ vai dizer da sua legalidade -, a comissão de mérito correspondente à matéria em discussão também será ouvida, e aí, ocorrendo a manifestação favorável das comissões vinculadas ao tema objeto da proposição, esse não tem necessidade de vir a plenário; é imediatamente transformado em projeto com redação final é encaminhado à sanção do Chefe do poder Executivo Municipal.
Com certeza essa decisão fará com que a ordem do dia da Casa - que terminou a legislatura passada com cerca de 300 projetos a serem apreciados – passa a ter redução do número de matérias que eram para conhecer e dá uma atenção maior àquelas que, necessariamente, ela tem que decidir.
De outro ponto, essa circunstância fará com que a matéria que não vier ao plenário não será desconsiderada e nem deixará de ter um bom exame por parte Casa.
As Comissões, ampliando seu leque de responsabilidade, terão aumentada essa responsabilidade que, ao exercer o compromisso de análise e recomendar a aprovação da matéria, darão o substrato necessário para que ocorra com tranquilidade o encaminhamento da matéria à sanção do Chefe do Executivo Municipal.
Então aproveito para me manifestar, dizendo que merece o nosso aplauso, nosso apoio e, obviamente, a recomendação de que na oportunidade que se avizinha, provavelmente a próxima sessão legislativa da Casa, nós iremos aprovar essa modificação da Lei Orgânica e consequência a modificação do Regimento da Casa.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
O PIB E O SUS EM PORTO ALEGRE
Eu gostaria de fazer brevíssimas considerações sobre PIB e Saúde. Especialmente, porque observo que nós vivemos um momento muito especial no cotidiano de nossa Pátria, e isso não pode ser desconsiderado em nenhum momento e em nenhuma circunstância, especialmente, quando se faz análises, e tenho como objetivo contribuir para um debate sério que se estabelece. Nós não podemos, por isso, perder de vista que o Brasil vive um momento especialíssimo, complicadíssimo, e que não adianta a gente dizer que utilizamos cerca de 10% do PIB brasileiro na saúde, quando o PIB brasileiro não para de descer e quando, evidentemente, a aplicação desses 10% são diluídas entre as três esferas da administração pública e também com vários investimentos da iniciativa privada. O que nós estamos discutindo é se, nessa crise brasileira, a saúde que tem pontos favoráveis neste País, dia desses tive em mãos uma entrevista feita na Folha de São Paulo, por um grande pesquisador internacional em que ele demonstra características positivas no programa da saúde da família, na própria implantação do SUS e que, evidentemente, reconhece que esse projeto de universalização da saúde, que ambiciosamente o País tende e busca desenvolver, muito melhor se assenta em um País de economia forte do num País de economia fragilizada, o que é o óbvio dos óbvios. Então, não há dúvida nenhuma de que o desmonte da economia nacional, que ocorreu nos últimos tempos, gera essa situação de que precisamos buscar muita eficiência, muita eficácia nos recursos que ainda podem ser aplicados em programas de saúde para que eles possam produzir os melhores resultados desejados. Assim concordo com o Secretário Municipal de Saúde, Erno Harzheim, quando fala na necessidade de se somar esforços nos vários níveis da administração pública, no envolvimento da sociedade e no engajamento de cada um de nós em particular. Nós sabemos que essas dificuldades econômicas e financeiras do País acabam refletindo fortemente na saúde. Eu diria o seguinte: grande parte das pessoas que se amontoam nos hospitais buscando internação, se fosse outra a situação econômica do País, tivessem seus familiares uma melhor capacidade de renda do que efetivamente têm, não precisariam se encontrar ali, eles liberariam vários dos leitos hospitalares hoje literalmente tomados, especialmente naqueles hospitais da rede que atende o SUS. Dentro dessa linha, é preciso nós todos para fazer um esforço em favor da eficácia, da eficiência e do bom resultado da saúde, entendamos que nós precisamos fazer um esforço com o conjunto da Administração, utilizando bem os recursos disponíveis e fazendo com que esse percentual, que pode ser baixo ou pode ser alto no dia de hoje, seja real e não uma ficção, porque de pouco adianta dizer que o País utiliza 10% do PIB quando esse PIB está desgastado. Preferia que fosse 8%, mas que o PIB estivesse em crescimento e que tivesse uma melhor situação econômica no País, que o povo ganhasse melhor, que o salário fosse pago em dia em todos os lugares, que não houvesse onze bilhões de desempregados. Esses são necessariamente clientes para aumentar as dificuldades da saúde em todo o País. Por isso, gostaria de pedir ao Secretário, que resista, não desista, vamos continuar, as dificuldades são grandes, mas tem muitas pessoas que querem lhe ajudar, especialmente quero que me inclua, pois modestamente, seus planos para a zona sul são muito positivos. Queira Deus que em breve a gente comece a implementá-los hora a hora, momento a momento. Que tenha êxito na sua empreitada!
terça-feira, 11 de abril de 2017
PROJETOS DO ESPORTE
Na semana que passou recebemos na Câmara de Vereadores de
Porto Alegre a secretária do Desenvolvimento Social, Maria de Fátima Záchia
Paludo, e o presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania, Solimar
Amaro. Atentamente ouvi vários pronunciamentos sobre a possível extinção da
Secretaria de Esportes, e verifiquei que estamos vivendo um momento especial
aqui na Câmara de Vereadores, porque nós começamos a nos aperceber, nos dias de
hoje, os reflexos da decisão tomada pela Casa do dia 2 de janeiro do corrente
ano, quando se remontou a estrutura administrativa do Município. Recebemos no
Plenário, se não a mais importante, uma das mais importantes secretarias
resultantes da redistribuição e do trabalho de enxugamento feito, proposto e aprovado
na Casa por ampla maioria, pelo Prefeito Nelson Marchezan Júnior. Os vários
questionamentos que surgiram, já foram respondidos pela ilustre secretária do
Desenvolvimento Social, Maria de Fátima e pelo presidente da FASC, Solimar
Amaro. É preciso que se entenda que se vive um novo momento da administração,
com o enxugamento de secretarias e diretorias, o que gera algumas situações
novas que, em princípio, as pessoas podem não compreender adequadamente. Surgem
aí, algumas incompreensões que precisam ser, evidentemente, esclarecidas. É que
entidades como a FASC, como o DEMHAB, não são extintos, são preservados, só que
a sua ação passa a ser coordenada por uma Secretaria em uma reestruturação da administração
municipal. Então observo que muitas vezes a gente está preocupada com o invólucro,
e não com o conteúdo. Como Vice-Presidente da Comissão de Educação, Cultura,
Esportes e Juventude da Câmara de Vereadores, presidida pelo vereador Tarciso,
assinei o documento com ele, sou solidário, pedindo a preservação de todos os programas
desenvolvidos atualmente pela Secretaria de Esportes do Município. E eu vi, e ouvi,
com extrema alegria que a secretária, de forma muito enfática, afirmou na
tribuna que esses programas não só seriam mantidos como incrementados. E eu entendo
até que podem se repetir aqui alguns fenômenos historicamente já ocorridos na
administração pública deste País. Existem pessoas que dizem que o esporte
brasileiro, em um determinado momento, teve uma assistência tão grande, quando
ele era um dos ramos do Ministério de Educação e Cultura, que há saudades
daquele período, porque a segmentação resultou em situações negativas. Então eu
quero, secretária Maria de Fátima e Dr. Solimar, dizer com toda a tranquilidade
que estamos nos antecipando a situações que nós não temos certeza de que vão
ser ou não submetidas a esta Casa. Eu ouvi a respeito da Secretaria Municipal do
Esporte, sua existência ou não, a denominação de seu conteúdo que seriam fruto
de uma nova definição aqui da Casa. Não sei se será, não sei o que virá das
novas propostas do Executivo, mas quero dizer em alto e bom tom, e informo todos,
e muito especialmente a secretária Maria de Fátima e o presidente Solimar, os
dois a quem tenho um carinho muito especial, que nada que possa vir que reduza
a belíssima atuação que até hoje a Secretaria Municipal de Esportes realizou no
Município possa ser atingida, haverá de ter trânsito nesta Casa. Eu mesmo
estarei contrário.
quarta-feira, 29 de março de 2017
DISCUSSÃO DE PAUTA
Em discussão na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, temos
inúmeras propostas que bem refletem a ação dos novos, dos seminovos e dos quase
novos Vereadores. Em verdade, as proposições, duas das quais inclusive partindo
da Mesa Diretora, têm a finalidade clara de regular determinados comportamentos
regimentais que poderiam e deveriam já anteriormente ter sido adotados, fazendo
com que alguns processos que tramitam na Casa há longa data já tivessem sido
resolvidos. Se nós observamos a relação dos projetos que deveriam ser votados nesta
semana, nós iremos verificar que os cinco primeiros processos datam de 2014 ou
de 2015 e que agora vêm à votação; e os pareceres inclusive, no meu modo de
ver, muitos deles, podem até ser confrontados porque, colocados quando de uma
realidade, dentro de um contexto, agora ensejam, alimentam o debate e a
discussão em torno dos projetos que somente este ano vêm para serem votados. De
outro ponto, nós observamos que a Casa terá de enfrentar alguns debates a
respeito de temas realmente polêmicos, especialmente os que têm a assinatura do
nosso ilustre Ver. Rodrigo Maroni, que anteriormente já foram objeto de debate
mais aprofundado. Evidentemente que as alterações que a Mesa propõe buscam, de
um lado, dar maior celeridade e, de outro, a maior competência para as
comissões, fazendo com que ocorra a figura da terminalidade, que hoje já ocorre
com vários projetos para serem aprovados, que também deve ocorrer para não
serem aprovados nos casos em que a Comissão de Constituição e Justiça vier a
reconhecer a inconstitucionalidade dos mesmos, que, em muitos casos, é
manifesta e deveria ser, logo de início, encarada, evitando, dessa forma,
prosseguir e mais tarde viesse a abarrotar a nossa Ordem do Dia com inúmeros
projetos que acabam se arrastando e não sendo votados nem num dia nem no outro.
Por isso, quero saudar o nossos Vereadores, os seminovos e aos quase novos por
estarem tão presentes ao ponto de nós estarmos hoje, aqui, comentando um
projeto em segunda sessão, o do Ver. João Bosco Vaz, com o qual eu tenho a
maior solidariedade, na medida em que ele simplesmente não altera o número de títulos
de cidadãos honorários que pode cada um dos colegas Vereadores propor, só estabelece
que durante a Legislatura pode utilizar por quatro vezes, não estabelecendo que
tenha que ser, como até agora é, rigorosamente, ano após ano. Pode que neste
ano não haja necessidade e que no ano que vem se precise de dois, quem sabe no
último ano precisem de três, ou precisem de quatro. Era isso, tão somente isso,
cumprindo esse debate preliminar que a Pauta nos enseja.
AS COOPERATIVAS
Apesar de muitas palavra e muitos gritos em contrário, não
somos nós, os Vereadores, que vamos estabelecer como é que o Prefeito tem que
estabelecer as licitações em Porto Alegre.
Todos nós sabemos que a lei das
licitações é o edital, nos editais estão as regras que têm que ser
estabelecidas. E se as regras estabelecidas nos editais conferem benefícios
para uns em detrimento de outros, existe a correção judicial nesses casos.
Então,
sinceramente, nós não podemos desconhecer que existem fundadas queixas a respeito
dos aumentos de custos de algumas cooperativas de trabalho. Evidentemente que
nós não vamos querer aqui assumir o encargo de promover indiretamente uma
fiscalização que cabe aos órgãos competentes realizar.
Se o Ministério do
Trabalho e Emprego não faz a fiscalização devida, nós não temos condição de
fazê-lo. Criar exigências especiais para as cooperativas, exigências essas que
não são realizadas para os outros, é fraudar a competição, é penalizar a
competição. Não é igualar, e, sim, desigualar. No resto, a regra fica
estabelecida.
Em qualquer situação, nós não podemos dizer, na lei, como é que o
Governo tem que proceder no cotidiano: não o Governo do Marchezan, não o
Governo que ontem foi do Fortunati – qualquer Governo.
A condição estabelece a
eles a competência e também a responsabilidade. Tem coisas que nós sabemos, no
cotidiano, que estão erradas. Mas também não exigimos das empresas que não
pagam no fim do mês os salários dos seus empregados, porque a Prefeitura não
lhes pagou?
É o compromisso, e tem que
fazer uma demonstração prévia de capital para isso, porque seria oficializar a
regra; o que não pode é a Prefeitura, o Estado, o contratante não pagar o
compromisso no fim do mês! Isso não vamos oficializar. No resto, quem defende cooperativa,
tem que defendê-la com seus méritos, seus deméritos, e rezar para que ela seja
corrigida. Eu sou pelas cooperativas.
quarta-feira, 22 de março de 2017
JOGANDO PARA A TORCIDA
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| Foto: Leonardo Contursi/CMPA |
É muito importante que se assinale, que normalmente a Câmara
de Vereadores, o processo legislativo, e mais do que o processo legislativo, o
Parlamento Municipal é questionado sobre várias propostas que aqui tramitam que
não tem o suporte técnico e, como tal, não poderiam prosperar. Isso, tem
ensejado com muita frequência a judicialização de alguns processos, cujo
resultado desfavorável a este Parlamento é com muita frequência festejado como
sendo um grande feito, na medida em que favorece algum segmento aqui da Casa.
Nós estamos aqui, diante de um projeto de autoria do eminente Ver. Marcelo
Sgarbossa, que estende a atuação dos carrinheiros até 2022. A proposta ainda
não chegou ao plenário, pois precisa passar pela Procuradoria da Casa e pela
análise das comissões permanentes. Pela legislação atual, o prazo para
circulação dos carrinhos na Capital terminou na sexta-feira, 10 de março. Essa
matéria tem sido sistemática aqui na Casa. Acho que eu estou tendo não uma
decepção, porque eu não sou homem de me consolar com as contrariedades das minhas
convicções, mas eu estou vivendo uma certa tortura de ver o tipo de trabalho
que aqui está florescendo cada vez com mais intensidade, um jogo, pura e
simplesmente, para atender aqueles reclamos que chegam até aqui o Legislativo,
em termos de pressão. O Vereador Nedel denunciou, da tribuna, que chega a ter
casos de mobilização contratada para trabalhar na Internet, nesse segmento. À
primeira vista, esse projeto é de uma simplicidade absoluta, nós temos de
decidir a conveniência ou a inconveniência de se dilatar mais esse prazo. De
certa maneira, nós estamos até questionando o projeto em si. Esse projeto, que
pretende modificar em parte, com a extensão pretendida, data de 2008 e que se
constitui para ser implementado em oito anos. Agora se pretende a ampliação
para o ano de 2020. Então, esses projetos para serem realizados em longo prazo,
no mais das vezes, servem para estimular a expectativa dos segmentos sociais
que dele se beneficiam ou estimular as contrariedades que eles possam gerar. E,
naturalmente, nós, que temos aqui, na Casa, uma posição muito clara: quando
somos do Governo, somos do Governo, quando não somos do Governo, não somos do
Governo, podendo inclusive ser independente, como nós somos, temos,
confessadamente, simpatia com as regras maiores proclamadas pelo Governo
Municipal. E, às vezes, até ficamos um pouco estupefatos em ver que se consagra
aqui, na Casa, algumas posturas absolutamente contrárias ao discurso macro do
Governo Municipal. Nós, que temos essa posição, queremos muito, mas muito objetivamente,
dizer que não vamos compactuar com esse jogo de posar para fotografia de grande
protetor dos fracos e dos oprimidos. Inclusive, está comprovado, que ninguém é
forte e ninguém é fraco suficientemente nesta Casa para não se dobrar para determinadas
situações. Eu quero anunciar um posicionamento pessoal, não contem com o meu
voto favorável a esses projetos que têm um único objetivo: aumentar a
fotografia desses falsos protetores dos fracos e dos oprimidos. Eu não quero,
de modo nenhum, dizer que – porque não seria politicamente certo, eu vejo, e aí
eu vou cometer a impropriedade de falar algo que não é politicamente certo –
não vejo com entusiasmo perpetuar esse quadro que a gente verifica nas ruas de
Porto Alegre. Com a tração humana realizada, com os problemas que aí se
resolve. Há pouco tempo, esta Casa vetou o Código Municipal de Limpeza Urbana,
era perfeito, até cigarrinho atirado na rua seria penalizado. E o que eu vejo,
diariamente, no Centro de Porto Alegre, nos bairros mais populosos, lixo na
rua, porque numa atuação de famosos carrinheiros se metem dentro do lugar onde
deveria ser colocado o lixo selecionado, que já é mal colocado, o que é um
erro. E aí, com um novo erro, retiram aquilo e jogam na rua, que é um segundo erro.
Esta Casa está cansada de ouvir que dois erros não fazem um acerto. Então, aqui,
no primeiro momento, esse é um projeto que, apesar da aparente simplicidade, eu
acho que tem que ser muito bem discutido nesta Casa. Inclusive, olhando os
aspectos técnicos, ouvindo os técnicos do Município, que na última hora,
normalmente aqui aparecem dizendo: “Não, retirem esse projeto que a gente manda
um dizendo a mesma coisa, desde que seja feito por nós”. Sinceramente, quero
iniciar uma cruzada no dia de hoje, tentando revigorar a capacidade de o
Parlamentar citadino legislar na sua cidade, sem que tenha que pedir permissão
para os técnicos de qualquer ordem por mais qualificados que eles sejam.
HABITAÇÃO POPULAR
A discussão sobre o veto do Sr. Prefeito ao Projeto De Lei
Complementar Do Executivo - PLCE 007/16 Altera os limites das Macrozonas (MZ)
05 e 08, altera os limites da Subunidade 09 da Unidade de Estruturação Urbana
(UEU) 22 da MZ 05 e da Subunidade 01 da UEU 38 da MZ 08, cria e institui como
Área Especial de Interesse Social II (AEIS II) a Subunidade 03 da UEU 22 da MZ
05, cria a Subunidade 04 da UEU 22 da MZ 05 com o mesmo regime da Subunidade 09
da UEU 22 da MZ 05 e define o regime urbanístico para a AEIS II criada.,
colocou claramente algumas características da Casa.
Eu quero que todos atentem para as circunstâncias, nós
estávamos votando um veto, e o veto se fundamenta claramente numa informação
equivocada, segundo a qual essa área referida no projeto estaria numa área de
ocupação rarefeita. Ora, essa afirmação é totalmente equivocada. Desde 1999
quando se instituiu o Plano Diretor, colocou-se claramente que, na área chamada
Macrozona 8, que é uma área, na época, definida como rururbana, a ocupação
rarefeita respeitava áreas sabidamente de ocupação intensiva.
Ou será que Belém
Novo não é área de ocupação intensiva? A Restinga não é área de ocupação
intensiva? O Lami? Floresta, Boa Vista? Lageado também. São áreas expressamente
colocadas na lei que instituiu o Plano Diretor, são áreas de ocupação
intensiva. “Ah, mas ali tem uma área [essa é uma das tantas] que está
desocupada, não tem nada ali em cima! ”. Exatamente, não tem nada ali em cima.
Por isso, dentro do espírito da demanda habitacional prioritária, instituiu-se
ali uma Área Especial de Interesse Social para que ela fosse regularmente ocupada,
construindo-se habitação e se concedendo ao Departamento Municipal 20% das
habitações construídas sem que esta apresentasse qualquer ônus para a
Administração Pública. Ali se instalando, na prática, um belo exemplo de
empreendedorismo na figura definida também na lei de urbanizador social e, mais
do que isso, criando-se, na prática, a chamada Parceria Público-Privada, que é
cantada em prosa e verso por este governo que ora se inicia.
A área da Edgar Pires de Castro, que é maior frente do
terreno, essa área é toda asfaltada, sobre ela tem ônibus, na comunidade tem
escola, é uma área mais do que urbana. E, senhores e senhoras, leiam bem a
legislação para saber o seguinte: na Área Especial de Interesse Social, nível
3, o loteador, chamado urbanizador social, tem os mesmos compromissos que o
loteador tradicional. O fato de ter essa lei permitindo que ali se faça uma
implantação não o exime de registrar o projeto, de fazer o estudo de impacto do
meio ambiente, coisa que vinha sendo feita, porque desde 2010, em lei proposta
pelo Município, essa área foi incluída no rol das áreas passíveis de serem
transformadas em Área Especial de Interesse Social. O projeto já estava em
andamento, as liberações estavam por acontecer, quando sobreveio uma decisão do
Ministério Público num processo judicial anulando aquela lei que a gente
consegue habilitar agora fazendo a única coisa sobre a qual o Ministério
Público se manifestou contra: que era a ausência de audiência pública. E agora
ocorreu, como consta no processo aqui instalado, uma audiência pública
realizada aqui nesta Casa, no ano passado. Por isso, alegações técnicas contra
não poderiam existir. Eu respeito as decisões políticas de pessoas que não querem
que se faça uma urbanização regular, que se pegue uma área que hoje não tem
construção e se construa mais de 2.500 casas, que reservem 500 casas para o
DEMHAB e que esse realize a sua política de promoção social. Tem gente que é
contra isso. Tem gente que prefere que a área continue desocupada e que,
amanhã, incorra em uma invasão. E aí o Governo terá que colocar todos aqueles
equipamentos que o clamor popular vai exigir depois. A aprovação ou não de um
veto não pode ser uma simples razão política por gostar ou não gostar do autor
da emenda que aqui na Câmara está sendo apreciada. Eu diria aos senhores e às
senhoras que o voto, favorável ou não, não irá alterar as minhas convicções.
Eu tenho uma tradição em habitação popular na cidade de
Porto Alegre. Todas as alternativas que a lei permitiu que se utilizassem no
interesse público, eu, quando dirigi o DEMHAB, nas duas ocasiões, da mesma
forma que depois o fizeram o Ver. Goulart e outros tantos Vereadores que por lá
passaram, todas elas foram no sentido de se antecipar ao clamor popular. Em vez
de trabalhar na consequência, trabalhar na base; em vez de deixar que as áreas
sejam invadidas, para só depois ir socorrer, tem que dar alternativa para o
povo não invadir. O povo precisa ter casa para morar. O povo precisa bater nas
portas do DEMHAB e ter 500 unidades para lhe serem oferecidas para que ele
possa ocupar. Eu digo, com toda a tranquilidade, que não estou aqui pugnando
por nenhuma causa político-eleitoral, mas estou pugnando por uma causa de
política de uma vida. Eu sou comprometido com habitação de interesse social e
aceito, proclamo como necessária, a presença do empreendedorismo nos processos
de realização desses objetivos. Eu quero que as empresas façam isso, de forma
até evolutiva, porque, hoje, para construir habitação em Áreas Especiais de
Interesse Social, até três salários mínimos, sabe todos os Vereadores, sabem
aqueles que conhecem o processo na Cidade que o Município vinha dando oito CUBs
por cada unidade construída. Neste projeto, o Município não gastaria um
centavo. Nada, absolutamente nada! Então, se, por decisão nossa, o Município
perdeu esta oportunidade, não culpem o Ver. Pujol. Por vezo ideológico, eu até
respeito, tem gente que é assim. Eu respeito, sou obrigado a respeitar a
posição dos outros muito diferente da minha. Mas, hoje, eu tenho um governo no
Município que está claramente avisando que quer fazer parceria com a empresa
privada, quer motivar o empreendedorismo, não tem preconceito contra o
empreendedor, ao contrário de outros, que são preconceituosamente contrários ao
empreendedor, quer seja social ou não. Porque são do princípio, de que o
empreendedor, em tese, só pensa no lucro, como se o lucro fosse algum pecado
mortal, que não pudesse ser aceito como uma consequência natural da evolução
das coisas. Por isso, quero dizer, com toda a sinceridade, que o resultado
dessa votação me desagradou, mas não abalou em nada as minhas convicções.
Quem votou para que este veto não prosperasse votou a favor
de um projeto de interesse social real, que, num curtíssimo espaço, produziria
mais de 2.500 habitações numa área hoje subocupada, desocupada, absolutamente
inconsequente, sem o menor interesse social. Ali não se planta, ali não se
cria, ali não se faz nada. É uma área que está há dez anos esperando por uma
definição, que está sendo retardada por demandas judiciais em situações
diferentes. Eu procurei terminar com isso! Se não quiseram terminar, se
entenderam que eu estou equivocado, eu respeito isso. Mas vamos voltar ao
começo, a base do veto é que a área é rarefeita. Isso é errado! A área é
declaradamente de ocupação intensiva, já que em todo o redor isso ocorre. Há
ruas ali há 30, 60, 100 metros plenamente identificadas, com nome, com os
serviços já colocados e assim por diante. Na profundidade, as coisas vão
ocorrer. No resto, a Av. Edgar Pires de Castro, todos já sabem, e até os
urbanistas contrários, é um corredor agroindustrial por definição de lei, numa
profundidade de até 120 metros inclusive indústrias de pequeno porte podem ser
colocadas, mas predominantemente devem ser residências. E o que se queria fazer
lá? Colocar residências. Como isso não aconteceu, fica o meu respeito àqueles
que divergiram de mim, mas, simplesmente, também – por que não? – o meu
lamento. Quis contribuir, mais uma vez, para a habitação de interesse social. O
discurso empolga o trabalhador, o sem casa, e não o discurso de agora. O resto
é absolutamente perfumaria de gente que no fundo deseja que, realmente, a área
não seja ocupada, para amanhã ou depois, quem sabe, conduzir uma invasão,
conduzir uma ocupação irregular.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
PLL 243/16 - Dia Municipal de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo
O Projeto de Lei do Legislativo - PLL 243/16, que inclui a efeméride Dia Municipal de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo no Anexo da Lei nº 10.904, de 31 de maio de 2010 – Calendário de Datas Comemorativas e de Conscientização do Município de Porto Alegre –, e alterações posteriores, no dia 25 de outubro, de autoria do Ver. Paulinho Motorista, está em discussão na CMPA. Nós nos acostumamos, ao longo desses quatro anos, a conviver diretamente, pela proximidade das nossas bancadas, com o vereador Paulinho Motorista e observamos como o mesmo é criterioso na elaboração, apresentação e sustentação dos projetos de lei por ele chancelados. E este projeto que eu estou considerando nesta discussão preliminar, tem essa característica que eu estou enunciando: foi fruto de uma criteriosa seleção promovida pelo autor, que redundou na apresentação do projeto que agora está sob nosso exame. O nosso calendário de datas comemorativas foi objeto de uma transformação recente, quando da elaboração, no ano de 2010, da Lei nº 10.904, e, aos poucos, vem recebendo contribuições, as mais diversas, aqui da Casa, especialmente no que diz respeito ao suprimento de algumas omissões que o calendário estava contendo. Não é outra a disposição do autor senão contribuir para o crescimento dessa lacuna e incluir o objeto da presente proposição entre o rol das situações que merecem ser enquadradas no nosso calendário de homenagens. É – por que não dizer? – uma situação, muito própria que, evidentemente, se soma a outras já sob exame na nossas discussões, também nos permite avaliar, como efetivamente estamos avaliando, essas situações que o cotidiano nos reserva. Assim sendo, nos comprometermos, por antecipação, com essa proposta do vereador Paulinho Motorista, e que precisa passar por uma segunda análise preliminar da Casa, o que esperamos ocorra com brevidade, dando condições de que os trâmites regimentais necessários se desenvolvam e nos permitam, em homenagem até a esse nosso companheiro, ainda neste ano, decidir sobre este projeto de lei e, assim, promover a inclusão que objetiva o projeto e que outra não senão aquela que já anteriormente manifestei. Concluo, fazendo um apelo – por que não? – aos colegas para que olhem este projeto com a atenção devida e se somem no apoio à sua meritória condição e alta sensibilidade do autor ao propô-lo ao exame da Casa.
NOSSO VIADUTO OTÁVIO ROCHA
Hoje quero falar, novamente de uma situação que, infelizmente, se prolonga no Município. Em 26 de maio de 2015 protocolei na CMPA uma Indicação em que sugerimos a construção de um grupo de trabalho para avaliar e buscar alternativas à situação dos chamados moradores de rua da Av. Borges de Medeiros, do Viaduto Otávio Rocha e do Largo dos Açorianos, no Centro Histórico de Porto Alegre. Essa proposição visava, e acentuava inclusive, a que o referido grupo de trabalho seria composto por representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Secretaria Municipal da Governança Local, da Secretaria Municipal de Segurança, da SMAM, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, da FASC, do DMLU, da EPTC, do DEMHAB, da Guarda Municipal, do CAR, do Conselho Tutelar e do Orçamento Participativo. Então uma bela justificativa, que eu acredito que tenha sensibilizado o Sr. Prefeito Municipal, que respondeu a essa Indicação informando a constituição, em 22 de julho de 2015, do Comitê Intersetorial da Política Municipal pela População em Situação de Rua – Comitê Pop Rua, e que não lograva o decreto anterior que tratava do mesmo assunto. Esse Comitê é constituído praticamente de todas aquelas instituições que nós manifestávamos na nossa proposta. Daí termos apostado muito na sua eficácia e aumentado a esperança de resultados positivos de sua atuação. Isso, inclusive, nos estimulou mais ainda quando, em 5 de janeiro do corrente ano, o Prefeito informava que tinha designado para compor o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Municipal para a População em Situação de Rua elencando várias pessoas, entre as quais, o Secretário do Município, que inclusive algumas já não mais se encontram nessa condição e que, provavelmente, devem ter sido substituídas dessa composição. Eu tenho cobrado com frequência o resultado desse trabalho, que oficialmente se esgota agora, no final desse ano. Em reiterados pedidos tenho solicitado informação de quais as providências que já foram tomadas, porque eu tenho uma suspeição – lamentavelmente devo confessar isso – de que esse Comitê não tenha trabalhado com a intenção que deveria trabalhar. Como eu não quero transferir a responsabilidade para as pessoas aqui colocadas, porque se o Comitê não trabalhou, caberia a quem o instituiu ter lhe cobrado esse trabalho. Eu quero, com a autoridade que me confere esse trabalho, que venho realizando há mais tempo, dizer que aceito a proposta do vereador Adeli Sell, de um trabalho sem cores partidárias, diretamente comprometido a alcançar esse objetivo e que certamente nós teremos que desenvolver a partir da próxima Legislatura, já que nesta, lamentavelmente, os trabalhos que poderiam ser realizados estão sendo esgotados por esse comitê, cujo relatório final estou requerendo e cobrando mais uma vez do Sr. Prefeito Municipal.
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
APLICATIVOS E AGRADECIMENTOS
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| Foto: Guilherme Almeida/CMPA |
Acho que a Câmara de Vereadores oferece para a cidade de Porto Alegre uma demonstração de responsabilidade e seriedade, que é o nosso apanágio enquanto Parlamento municipal. Em verdade, na seriedade com que o assunto dos aplicativos foi examinado, contou com as mais diversas contribuições, eu, inclusive, quero salientar que, na minha passagem transitória pela Liderança do Governo, não encontrei, em nenhum dos integrantes da Casa, resistências insuperáveis que obstassem algum trabalho que aqui foi realizado. Da mesma forma, quero acentuar que fui muito facilitado pelo Governo, especialmente pela equipe da área de transporte da Cidade, que soube e contribuiu com recursos estratégicos em vários pontos que permitiram que nós compuséssemos aqui uma média de opinião a respeito de vários assuntos. Por isso, quando nós concluímos a análise deste projeto, eu quero salientar que os dois belíssimos exemplos, feitos por dois aguerridos Vereadores, Valter Nagelstein e Clàudio Janta, que dispunham de um instrumento em suas mãos, pelos qual nós poderíamos ter retardado mais um tempo a conclusão final do assunto e que, com espírito de colaboração muito forte, recuaram e permitiram que ao votar a matéria, nós efetivamente encerrássemos essa etapa da análise legislativa do processo. O processo vai ser encaminhado, com certeza, para a nossa Comissão de Constituição e Justiça, que irá elaborar a redação final, num trabalho que não vai ser fácil, considerando o grande número de emendas que nós aprovamos e a necessidade de serem compatibilizadas entre si. Como líder transitório do Governo, que fui, eu quero agradecer a todos pela colaboração, que nunca me foi negada, e que permitiu que nós, em bom senso e consenso, chegássemos aos bons resultados que chegamos. Obrigado a todos, cumprimento este Parlamento onde vivo há tanto tempo e que cada vez me orgulho mais em nele estar integrado. Muito obrigado.
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
AINDA O VIADUTO OTÁVIO ROCHA
Hoje, passado o pleito, decidido,
pelo menos no que diz respeito à composição deste Legislativo, volto a tratar
de um assunto que me é muito caro. Falo do Viaduto Otávio Rocha. Aliás, eu vivi
e vivo, com relação ao Viaduto Otávio Rocha, uma das faces mais complicadas da
minha atuação na vida pública. Eu moro muito próximo ao local e sou
frequentemente cobrado por providências de toda ordem envolvendo o viaduto, a
começar pelo enfrentamento de uma situação que já virou, inclusive, tema de
novela, que é a presença dos chamados “moradores em situação de rua”, que já
fixaram residência no Viaduto Otávio Rocha, o que gera protesto de toda ordem, especialmente
dos moradores das cercanias, e mais, efetivamente, da Rua Cel. Fernando
Machado, da Rua Demétrio Ribeiro, da baixa Rua Mal. Floriano Peixoto, Rua José
do Patrocínio, Praça General Daltro Filho e da minha Rua Cel. Genuíno. Por
isso, hoje, eu quero me despojar de toda e qualquer amarra que a minha postura
política possa ter no momento, para dizer que não vou mais esconder esse meu clamor
para com a necessidade de que, urgentemente, se faça, com relação ao Viaduto Otávio
Rocha, uma tomada de posição concreta. Acho que, inclusive, está num momento de
o Viaduto Otávio Rocha permitir a todos um enfrentamento num debate muito
grande, até mesmo a respeito de interpretações de conceitos constitucionais,
entre os quais esses que asseguram aos “moradores em situação de rua” o direito
de dormirem, de viverem debaixo do viaduto como sendo um direito de ir e vir a
eles assegurados. Eu sempre tive discrepância com essa interpretação. O direito
de ir e vir tem de ser interpretado de outra forma, porque quem tem o direito
de ir e vir não tem o direito de ficar, nem de permanecer, prejudicando o outro
direito de ir e vir das outras pessoas que ali não permanecem. Por isso, eu
quero acentuar que existe uma cobrança, e eu tenho solicitado ao Prefeito
Fortunati, faço diretamente a ele, não tinha nenhuma pretensão de torná-la
pública, a respeito do trabalho de um grupo de trabalho que solicitamos em
abril deste ano que está concluindo, cujos resultados ainda são desconhecidos. Nós temos, inclusive, que vencer preconceitos
de quem acha que determinadas coisas não podem ser feitas. Uma vez se falou
numa parceria público-privada para enfrentar o problema, houve lamentações de
toda a ordem. Então, agora, não é discurso pré-eleitoral, eu quero até, dizer
que é preciso que peguemos esse final de mandato e coloquemos o bloco na rua,
cobrando o estabelecimento – o que podemos fazer, e bem, lá na Comissão de
Cultura – de um projeto em cima do qual se elaborem soluções definitivas para
essa situação, objeto deste meu desabafo.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
PROJETOS EM DISCUSSÃO
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| Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA |
Sobre os aos projetos de lei de nossa autoria, que objetivam, de um lado, conceder ao Sr. Felipe Garcia Vieira a Comanda Porto do Sol; de outro, denominar áreas públicas de Porto Alegre com os seguintes nomes: Manfred Flöricke, Lászlo Gyözo Böhm, Jorge Guilherme Bertschinger, e, evidentemente, com o nome do meu prezado amigo, ex-servidor desta Casa, onde foi, por um bom período, um dos seus supervisores, realizando um grande trabalho na área cultural e de educação na Casa, que é o saudoso Luiz Waldemar de Barcelos Dexheimer. Esses quatro projetos, aliados a outros tantos, eu, deliberadamente, pedi que tramitassem nesse período porque eu não queria confundir o meu reconhecimento, importância dessas figuras na vida de Porto Alegre, que autorizam, justificam e habilitam esse reconhecimento público...
Repito, eu não queria confundir esse respeito, esse reconhecimento com a confusão que alguns pudessem, desavisadamente, ou sem maior conhecimento realizar, e quis que estivéssemos nós a pugnar por homenagens que pudessem nos favorecer durante o pleito eleitoral. Não era essa a nossa intenção, por isso solicitamos que a matéria ficasse sobrestada, e, agora, realizado o 1ª turno, cumpre essas situações preliminares, que são estabelecidas no nosso Regimento e ficarão com condições de prosseguir a tramitação e ser ele ainda, nesta legislatura, objeto da deliberação da Casa. Por isso, faço esse registro, a pauta é assim cumprida, a matéria é encaminhada pelos seus trâmites legais, e, em breve, poderemos retornar esse assunto aqui no nosso plenário. Muito obrigado pela atenção, e, muito mais, pela oportunidade da manifestação.
ABERTURA DA EDVALDO PEREIRA PAIVA
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| Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA |
Se tu botares numa lei, toda vez que tu precisares alterar, por uma circunstância ou por outra, até pelo horário aqui preconizado, tu vais ter que fazer uma alteração da lei ou descobrir a lei. Ora, a organização do trânsito, do tráfego, com o fechamento de ruas – algo altamente conselhável em vários locais, que deve, inclusive, ser estimulado –, nunca deve ser fixada em lei de forma imperativa, como obrigação, já que não pode ser alterada posteriormente. Eu não gostaria nem de usar a tribuna, mas sou obrigado a dar o motivo pelo qual eu vou, ao final, pedir, recomendar que se vote contra esta proposição. Porque, senão, pega como moda: a qualquer momento se faz uma lei para determinar, que determinada área da Cidade tenha um tipo de tratamento específico em determinados dias. Ora, este é o cotidiano de uma Cidade, que muda a toda a hora, a todo o momento e que não pode ficar engessado por leis imperativas. Já tive oportunidade de dizer ao colega vereador Sgarbossa, fora do debate público, e repito agora, com toda a sinceridade, é um grande Vereador, eu tive muita satisfação em conviver com ele durante esse período todo, e vamos conviver por mais quatro anos. Ele pugna pela suas posições, é extremamente criativo, mas comete alguns equívocos, como qualquer cidadão pode cometer. Tudo o que está escrito no Projeto já é permitido, já é feito, já é natural, é lógico, não precisa lei para isso. É óbvio ululante – ulula tanto, que vive irritante! – dizer que o Prefeito pode fazer aquilo que já vem fazendo há tanto tempo. Então eu quero, com muito carinho, vereador Marcelo Sgarbossa, dizer que a sua proposição não merece ser aprovada pelas razões que eu estou apontando, razões de bom senso, sobretudo porque é o óbvio e ululante. Repito: chega a irritar de tão ululante que é.
PROJETOS EM PAUTA
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| Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA |
Tenho quatro projetos de minha autoria que estão transcorrendo o período de discussão preliminar de Pauta. Esclareço que a chegada concomitante de quatro projetos de minha autoria para que sejam preliminarmente discutidos obedece rigorosamente uma vontade própria que eu, ao longo do tempo, acentuei e que, evidentemente, está sendo rigorosamente cumprida nesta hora. Tinha para as homenagens, muitas delas que me são muito carinhosas porque dizem respeito a grandes amigos meus, e não gostaria que parecessem essas minhas proposições um apelo eleitoral capaz de sensibilizar os familiares e amigos dessas pessoas homenageadas. Por isso pedi e consegui que fossem repesadas essas matérias, e logo, na retomada dos nossos trabalhos legislativos, com a Câmara funcionado a todo vigor, elas cumprem os primeiros dias de Pauta e, com isso, ficarão com condições de merecer o exame das Comissões da Casa, o que pretendo que ocorra com a brevidade devida, se considerarmos que estamos muito próximos do término do ano legislativo e, consequentemente, desta Legislatura. Por isso, registro, assim, a minha participação na Pauta.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
OBRIGADO PORTO ALEGRE
No término deste pleito eleitoral quero, sinceramente, agradecer aos amigos e as amigas que solidariamente e com muita lealdade e dedicação, apoiaram minha candidatura. A verdade das urnas falou, mas não escurecerá de modo nenhum o grande trabalho que vocês realizaram. Se os resultados não foram mais satisfatórios não foi por falta de empenho e muito trabalho. Este foi maravilhoso e eu serei eternamente reconhecido a ele. Um abraço do PUJOL 25625.
sábado, 1 de outubro de 2016
PORTO ALEGRE ME CONHECE: SOU PUJOL 25625
Nascido em Quaraí, Reginaldo PUJOL é casado e tem dois filhos. Advogado, jubilado, formado pela Faculdade de Direito da PUC/RS, participou do movimento estudantil pela UMESPA, UGES, CAMC, CASTA e DCE da PUC.
Foi duas vezes diretor do DEMHAB, onde criou e executou o Projeto PRÓ-GENTE, que regularizou e/ou urbanizou 51 conjuntos habitacionais em Porto Alegre, beneficiando mais de 150 mil pessoas, sendo destaque especial o Complexo Restinga, hoje uma verdadeira cidade.
Outras vilas e comunidades que receberam a atenção de Pujol foram a Santa Rosa, Esperança Cordeiro, Chácara da Fumaça, Dutra Jardim, Safira Nova, Batista Flores, Nova Santa Rosa, Passo das Pedras I e II, Nova Brasília, Batista Xavier, Santo Agostinho, São Borja, Nova Gleba, Nossa Sra. Aparecida, Monte Cristo, Jardim Europa, São Gabriel, Santa Anita, Nova Santa Rita, Barro Vermelho, Sarandi, entre tantas outras.
Foi Secretário Municipal da Produção, Indústria e Comércio – SMIC e Secretário dos Transportes. Na SMIC, criou o BRIQUE DA REDENÇÃO, projetou o DISTRITO INDUSTRIAL DA RESTINGA e teve papel decisivo na preservação do Mercado Público.
Nos Transportes promoveu a Integração SUDESTE que, à época, possibilitava uma redução de 30% na tarifa do ônibus daquela região.
Na Câmara Municipal, onde hoje exerce seu OITAVO mandato como vereador, assumiu a presidência da Comissão do Plano Diretor de Porto Alegre, a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e, por último, a presidência da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude.
Líder da bancada do DEMOCRATAS e líder do Governo Fortunati, propôs e teve aprovada Lei que autoriza a utilização das calçadas, por bares e restaurantes, em locais e horas adequados, a instituição do Prêmio Tradicionalista Glaucus Saraiva, oficializou a Semana Farroupilha no âmbito municipal, e a inclusão do Dia do Jazz no Calendário Oficial de Porto Alegre. Incentiva sempre a cultura popular, especialmente o Carnaval e a Tradição Gaúcha. Nesse sentido apoia os projetos de descentralização da cultura da SMC.
Como presidente da CECE, obteve a aprovação das leis que instituíram os planos municipais de Educação e o de Cultura. Também é Patrono de várias entidades carnavalescas e tradicionalistas, conselheiro jubilado do Grêmio Futebol Porto Alegrense e presidiu o Rotary Clube Porto Alegre/Partenon.
VEREADOR DE PORTO ALEGRE, NUNCA TEVE SUAS CONTAS REPROVADAS PELOS TRIBUNAIS. SEMPRE PAUTOU SUA AÇÃO PELA HONESTIDADE, TRANSPARÊNCIA E FIDELIDADE AOS SEUS PRINCÍPIOS. ELE É O QUE O POVO RECONHECE: FICHA LIMPA. LIBERAL, DEFENDE A LIBERDADE DO COMÉRCIO, DO CONTRIBUINTE E O DIREITO DO CONSUMIDOR.
O QUE ESPERAR DE PUJOL NA CÂMARA?
“Quero continuar lutando pela liberdade do comércio, pela habitação popular, pelo desenvolvimento sustentável. Quero prosseguir na defesa do contribuinte e dos direitos do consumidor. Julgo que assim retribuo ao carinho e à solidariedade que sempre me foram dispensados.”
OLHO NO OLHO
Hoje quero te escrever como se falássemos, olho no olho, do nosso jeito habitual. Proponho uma conversa entre aqueles que sabem onde desejam chegar, não esmorecem e traçam o caminho, coletivamente.
Em um período eleitoral, onde as pessoas decidem o futuro da cidade, quero, outra vez junto contigo, acrescentar novos sentidos e responsabilidades para a causa que defendo há tanto tempo.
Como dirigente político, você sabe, tenho uma trajetória de mais de 50 anos de amor e dedicação a Porto Alegre. A mesma atitude com a qual exerço o meu trabalho de Vereador há oito mandatos, também já comprovei no executivo.
Essa obra construída junto contigo, portanto nossa obra, está aí, à altura dos olhos e ao alcance das mãos. Basta olhar para o lado. São milhares de unidades habitacionais, muito além da Restinga. É a valorização da cultura e do estímulo à geração de renda no Brique da Redenção, assim como o apoio incondicional e efetivo, ao Carnaval e à cultura tradicionalista. Não posso deixar de aludir, neste momento tão significativo da minha vida, a luta constante contra o aumento dos impostos, em favor da liberdade de comércio e na defesa do contribuinte.
Enfim, mais uma vez ofereço meu nome e minha história na sustentação do projeto em que acreditamos. Da forma que você conhece: com capacidade de diálogo e articulação, sempre levando em conta o interesse público.
Preciso, mais uma vez do apoio para continuar como teu representante na Câmara de Vereadores. Conto com teu voto. Desde já, muito obrigado.
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